O empresário Alfredo Moreira Filho, reconhecido com o prêmio Engenheiro do Ano do Amazonas pelo CREA/AM em 1982, pontua que sustentabilidade tornou-se um dos principais eixos que orientam a atuação da agronomia no cenário contemporâneo. A produção de alimentos precisa acompanhar o crescimento da população, atender às exigências de qualidade e, ao mesmo tempo, preservar recursos naturais essenciais como solo, água e biodiversidade. Esse equilíbrio é complexo e exige conhecimento técnico aliado a uma visão de longo prazo.
Reflita sobre suas práticas no campo e descubra como produzir mais sem comprometer o futuro dos recursos naturais. Adotar a sustentabilidade hoje é o passo decisivo para garantir produtividade com responsabilidade amanhã.
Por que a sustentabilidade se tornou prioridade na agronomia?
A sustentabilidade ganhou destaque porque os recursos naturais não são ilimitados. O solo, por exemplo, pode perder fertilidade quando manejado de forma inadequada. A erosão, a compactação e a perda de matéria orgânica comprometem a capacidade produtiva ao longo do tempo. A agronomia sustentável busca técnicas que preservem essas características e garantam uso contínuo da terra.
Outro fator é a crescente preocupação da sociedade com a origem dos alimentos. Consumidores e mercados internacionais exigem rastreabilidade, redução de impactos ambientais e respeito às normas de produção responsável. Como ressalta Alfredo Moreira Filho, a sustentabilidade, portanto, não é apenas questão ambiental, mas também econômica e estratégica para quem produz.
Além disso, mudanças climáticas intensificam a necessidade de práticas agrícolas resilientes. Eventos extremos, como secas e chuvas intensas, afetam diretamente a produção. Sistemas sustentáveis tendem a ser mais equilibrados e adaptáveis, reduzindo riscos e aumentando a capacidade de resposta diante de cenários imprevisíveis.

Quais práticas sustentáveis estão transformando a produção agrícola?
O manejo conservacionista do solo é uma das bases da produção sustentável. Técnicas como plantio direto, rotação de culturas e cobertura vegetal ajudam a proteger o solo contra erosão, melhoram a infiltração de água e mantêm a fertilidade. Essas práticas reduzem a necessidade de intervenções corretivas no futuro.
De acordo com Alfredo Moreira Filho, a agricultura de precisão também tem papel importante. O uso de sensores, drones e sistemas de análise de dados permite aplicar insumos de forma mais eficiente, evitando desperdícios e minimizando impactos ambientais. A tecnologia auxilia na tomada de decisões mais precisas e alinhadas às condições reais da lavoura.
Qual é o papel do engenheiro agrônomo nesse cenário?
O engenheiro agrônomo é responsável por planejar sistemas produtivos que conciliem eficiência e conservação. Ele analisa características do solo, clima, culturas e recursos disponíveis para orientar escolhas que garantam produtividade sem comprometer o futuro da área cultivada. Essa atuação estratégica garante equilíbrio entre desempenho econômico e preservação ambiental.
Também cabe a esse profissional acompanhar a evolução tecnológica. Novas ferramentas e métodos surgem constantemente, e sua aplicação adequada depende de conhecimento técnico. O agrônomo traduz essas inovações para a realidade do campo, avaliando custos, benefícios e impactos ambientais. Assim, a tecnologia passa a ser aliada da produção responsável e não apenas da intensificação produtiva.
Em suma, como destaca o empresário Alfredo Moreira Filho, produzir com sustentabilidade é um dos grandes desafios da agronomia contemporânea. A necessidade de atender à demanda por alimentos sem comprometer recursos naturais exige integração entre conhecimento técnico, tecnologia e responsabilidade ambiental. A sustentabilidade passa a ser parte central da estratégia agrícola. Esse compromisso fortalece a segurança alimentar e a continuidade da atividade no longo prazo.
Autor: Elmaris Elyster

